Debate sobre Ritmos Percussivos nas Igrejas Pentecostais
Recentemente, o pastor Osiel Gomes, líder da Assembleia de Deus em Tirirical, no Maranhão, gerou polêmica ao criticar a utilização de ritmos percussivos nas igrejas pentecostais brasileiras. A declaração foi feita durante uma ministração que se tornou viral nas redes sociais.
Críticas ao ‘Batuque’
Em seu discurso, Gomes se referiu a determinados ritmos como ‘batuque’, um termo que ele utiliza para descrever as batidas complexas que têm sido incorporadas a cultos contemporâneos, especialmente em estilos associados aos ‘corinhos de fogo’ e ao movimento ‘reteté’. Segundo o pastor, esses ritmos se assemelham a rituais de religiões de matriz africana, afirmando que “tem um batuque, irmão, que não é nosso; tem um batuque que é chamamento de demônio”.
Implicações Espirituais
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O pastor argumentou que a introdução desses ritmos tem levado alguns fiéis a manifestarem comportamentos que ele considera incompatíveis com a verdadeira adoração. Ele fez uma analogia com a “abertura de sessão” em rituais espirituais, sugerindo que a sonoridade e a síncope rítmica presentes nas igrejas podem estar causando uma contaminação espiritual. “Isso não é pra crente. Sabiam dessa?”, questionou ele, provocando reações entre os presentes.
Referência à Magia Negra
Um dos pontos mais polêmicos de sua fala foi a referência a um testemunho de uma ex-praticante de magia negra, que teria destacado que muitas igrejas estão utilizando “o nosso batuque”. Essa declaração gerou debates sobre a influência de práticas consideradas sincréticas no culto cristão.
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Tensões entre Tradição e Modernidade
A fala de Osiel Gomes ilustra a crescente tensão entre a tradição assembleiana e a aceitação de ritmos populares e do afro-gospel nas práticas de louvor. Enquanto críticos veem suas palavras como um possível preconceito religioso, apoiadores acreditam que o pastor está defendendo a “Doutrina e Bons Costumes” da denominação contra o que considera uma degradação estética e espiritual.
Reflexão Bíblica
“Mas, em tudo o que fizerem, façam com amor” (1 Coríntios 16:14). Esta passagem convida à reflexão sobre como a forma de adoração deve estar alinhada com a essência do amor e respeito às tradições que sustentam a fé.
Conclusão
A discussão promovida por Osiel Gomes sobre o uso de ritmos percussivos nas igrejas destaca a importância de se avaliar as práticas de louvor à luz das Escrituras e da tradição cristã. O debate não apenas reflete a diversidade de expressões dentro do culto, mas também evidencia a necessidade de um diálogo respeitoso entre diferentes correntes dentro do cristianismo.
Fonte: https://www.fuxicogospel.com.br/pastor/pastor-osiel-gomes-critica-bateria-batuque-igreja-polemica/
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