Assembleia de Deus enfrenta críticas por memorial a missionários

Por: Assistente de Redação
Assembleia de Deus enfrenta críticas por memorial a missionários

Memorial em Homenagem a Daniel Berg e Gunnar Vingren

Em Belém do Pará, as comemorações pelos 115 anos da Assembleia de Deus no Brasil, realizadas no dia 20 de novembro, provocaram um intenso debate nas redes sociais. O evento, que contou com a presença da governadora em exercício, Hana Ghassan, e do pastor Samuel Câmara, líder da Igreja Mãe em Belém, incluiu a inauguração de um memorial em homenagem aos missionários suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren.

A obra, criada pelo artista plástico Mario Pitanguy, foi instalada na Escadinha do Cais do Porto, no exato local onde os pioneiros desembarcaram em 19 de novembro de 1910. Na ocasião, ambos chegaram ao Brasil sem recursos financeiros e sem dominar a língua portuguesa.

Reações da Comunidade Cristã

Embora a cerimônia tenha sido marcada por uma encenação teatral do desembarque dos missionários e elogios à importância histórica do momento, a presença das estátuas de bronze gerou uma onda de críticas entre fiéis e internautas. Muitos adeptos de uma abordagem mais ortodoxa do cristianismo expressaram descontentamento, alegando que a instalação do memorial vai contra um dos princípios fundamentais da Assembleia de Deus: a rejeição à veneração de imagens.

Um usuário nas redes sociais comparou as esculturas aos ícones dos santos católicos, provocando uma série de reações. “Os católicos estão dizendo: ‘Cada um com a imagem do seu fundador’. E eu vou ter que concordar com eles”, comentou o internauta, ressaltando a polêmica em torno da homenagem.

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Divisões Internas e Debate Teológico

A situação revela um conflito entre a estratégia de marketing de memória institucional promovida pela liderança da Assembleia de Deus e a visão purista que prevalece entre alguns de seus membros. Enquanto a igreja argumenta que o monumento tem um caráter cívico e histórico, muitos questionam até onde uma denominação que se considera iconoclasta deve ir em sua relação com a construção de monumentos em honra a pessoas.

Este debate acirrado nas plataformas digitais evidencia a fragilidade das divisões de opinião dentro da comunidade cristã. Os fiel da Assembleia de Deus, que tradicionalmente rejeitam a veneração de ícones, se veem em um dilema sobre a legitimidade de homenagear seus fundadores dessa maneira.

Reflexão Bíblica

O debate em torno do memorial nos convida a refletir sobre o que diz a Bíblia a respeito da veneração de imagens. Em Êxodo 20:4-5, está escrito: “Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto.” Este versículo levanta questões importantes sobre a adoração e o respeito à história da fé.

Conclusão

A inauguração do memorial em Belém não apenas celebra a história da Assembleia de Deus, mas também provoca um debate significativo sobre os princípios que fundamentam a denominação. A divisão de opiniões nas redes sociais reflete a complexidade da relação entre tradição, memória e a essência da fé cristã na contemporaneidade.

Fonte: https://www.fuxicogospel.com.br/igreja/assembleia-de-deus-recebe-criticas-de-idolatria-apos-inaugurar-memorial/

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